segunda-feira, outubro 10, 2005

DAS MARÉS

Ergo os meus braços, plenos de cansaços
E ponho-os ao redor do teu pescoço
E o mundo, que nunca, nunca é nosso
Faz-se meu e teu em nossos braços...

Primeira das marés, é maré vaza;
Depois, o corpo todo se incendeia
E em nosso olhar, acende a brasa
Que faz desta maré a maré cheia...

E morro e ressuscito nos teus braços
E neles faço escada ao paraíso
Pois neles há tudo o que eu preciso

Para sonhar depois, quando te fores,
Quando vier o inverno dos amores
E o frio os fizer noutros cansaços!...


Maria Mamede

6 Comments:

Anonymous Sylvia Cohin said...

Maria, Maria...!!!
Finalmente aqui estou e aplaudindo a beleza de teus versos tão doces e suaves! Nas alamedas de teu blog o frescor de uma poesia plena de sentimento que como brisa leve afaga nossas emoções! Parabéns!!!!
Foi um passeio delicioso.Obrigada!
Sylvia Cohin

2:11 da manhã  
Blogger Zé Carlos said...

Olá Maria, como você escreve lindamente...Suave como a brisa deste Atlântico que nos separa.
Só hoje eu vim, descobri seu endereço que vc não divulga... Este Blog precisa ser visto, menina, lindo demais....
Um abraço forte do seu amigo, Zé Carlos

8:51 da manhã  
Blogger amita said...

Um passeio cheio de encanto pelas marés da vida. Que ternura, minha amiga. Vou divulgar o teu blog e a beleza da tua poesia. Levo este poema comigo. Um bjinho grande e um bom fim-de-semana

5:41 da tarde  
Blogger De Amor e de Terra said...

Queridos Amigos e Amigas, que bom é sentir a brisa da vossa visita e ver a Flor que cada um deixou na partida!!!

Beijos de reconhecimento pela alegria dos vossos recados.

9:23 da tarde  
Blogger a.filoxera said...

Quee lindo! Devíamos ter o amor sempre ao nosso lado...

12:30 da manhã  
Blogger Parapeito said...

"E o mundo, que nunca, nunca é nosso
Faz-se meu e teu em nossos braços..."

e assim sendo...é quanto basta :)

6:20 da tarde  

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