domingo, janeiro 08, 2006

COMUM

Anatomicamente
Sou comum
Ser humano, da minha idade
E do meu sexo;
Pessoa que procura
Sem complexo
Viver a sua vida
O seu destino
Ao encontro da sua missão...
Na meia idade
Viver é mais que bom
Se soubermos
Enfim, tirar proveito
De tudo quanto existe
Em nosso peito
E o não deixarmos
Invadir pela solidão;
Sou Mulher
Mais de cinquenta,
Assumidos
No corpo
Na mente
Nos sentidos
No saber do que ficou
Do que esqueci;
E ser Mulher traz
Ao Ser comum
A mais valia de ter
Pra cada um
Encantos diferentes dos normais;
Que a vida, ao passar
Vai dando aso
A tudo que dizemos
Ser acaso
E é somente
Predestinação...
A vida
Apenas nos fornece
Aquilo por que lutamos
Mas não esquece
Merecimentos,
Em toda a condição!
Anatomicamente
Sou comum!
Incomum
É esta frágil realidade
Cansada pela busca
Da verdade
Que acolho
Dia a dia
Ávidamente;
Incomum
É ter no peito a descoberta
Dessa porta intemporal
Entreaberta
À espera de a transpor
Eternamente!...

Maria Mamede

4 Comments:

Blogger Poemas e Cotidiano said...

Nossa Maria Mamede, que coisa mais bonita, e real essa sua poesia!
Tocou o mais fundo do meus sentimentos!
Tantas verdades, e ditas de uma forma muito bela!
Um beijo e Boa Noite!
Mary

2:11 da manhã  
Blogger De Amor e de Terra said...

Olá querida Mary!
Que bom que gostou!!!
O poema atingiu o fim para que nasceu; tocar alguém...
e deixou, portanto, de ser só meu e passou a ser nosso maravilha!!!
Um beijo de luz da
Maria Mamede

5:32 da tarde  
Blogger Silêncios said...

Vim conhecer e andei por aqui...Parei neste e resolvi dizer que achei verdadeiramente lindo.
Um abraço

1:37 da tarde  
Blogger De Amor e de Terra said...

À flor da pele, ficou a minha emoção, porque gosta...

Seja sempre muito bem vinda.

Um girassol


Maria Mamede

4:19 da tarde  

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