sexta-feira, outubro 24, 2008

COLOS

Antigamente o colo era mais largo
tinha o aconchego duma ilha
amorosa ternura sem amargo
colo! Ontem de mãe, hoje de filha!

Hoje , é de ternura vigorosa
de força de viver, quando ela cansa
mas colo de doçura preciosa
na hora mais bravia e na mais mansa;

dois colos, dois amores, o mesmo encanto
o mesmo aconchego no quebranto
o mesmo refúgio noutra ilha

o novo colo seca o velho pranto
e ri, embala, afaga, é acalanto
ontem colo de mãe, hoje de filha!...


Maria Mamede

13 Comments:

Blogger Maria said...

Colo é aconchego, mesmo...
Obrigada, Maria Mamede

Bom fim-de-semana
Beijos

1:00 da manhã  
Blogger Sophiamar said...

De colo precisamos sempre, não é querida amiga? Enquanto por cá andarmos os afectos, os miminhos, as carícias são-nos indispensáveis. E ter esse cantinho que nos ampara, nos acolhe,nos embala faz tanta falta...e tanto bem.

Excelente a tua poesia.

Mil beijinhos

Bem-hajas!

9:14 da manhã  
Blogger t i a g o . said...

Poema que dá vontade de nos sentarmos ao colo de alguém. :)

Tiago.

6:33 da tarde  
Blogger pin gente said...

colo, ternura... palavras doces!
gostei muito, mesmo muito!

um beijo
luísa

9:16 da tarde  
Blogger Alexandre said...

Que doçura de ... colo! Que colo fofinho, mágico... que saudades de um colo assim... lindo este soneto!

Obrigado, Maria!!! Muito obrigado e um bom domingo!!!

Muitos beijinhos!!!

11:35 da tarde  
Blogger tulipa said...

Quem sabe amanhã será Primavera!
Um excelente livro que tive a oportunidade de ver ao vivo, nas mãos da minha sobrinha a «pikenatonta».
Pois, nem sempre acontece poder ir ao Porto ao lançamento dos seus livros, já tive a oportunidade de um dia, há 3 ou 4 anos atrás ir ao lançamento de um livro do Albino.
Foi pura coincidência estar no Porto por outros motivos e isso acontecer.
Voltei ao Porto na outra semana e, faço-lhe um convite.

Convido-a a vir comigo até ao Porto, visitar um dos ex-libris da cidade Invicta.

Recebe pétalas de tulipa impregnadas de abraços.

2:12 da tarde  
Blogger Carantonha said...

"...que eu quero fugir, quero a minha mãezinha, quero o colo de Nossa Senhora!" -Vinicius de Morais

Belo poema. Um beijo grande

11:58 da tarde  
Blogger Graça Pires said...

"dois colos, dois amores, o mesmo encanto". Aconchegante o colo da mãe. Uma ternura o cola da filha.
Um beijo.

1:20 da tarde  
Blogger Ana said...

Entre o aconchego e o vigor da ternura, se fez nascer o poema.
Um beijo.

7:56 da tarde  
Blogger Lmatta said...

mesmo lindo belo
beijos

9:21 da tarde  
Blogger Crystal said...

E que colo tão belo aqui encontro...apetece-me fechar os olhos e ficar apaenas a ouvir as batidas do coração...

1:22 da tarde  
Blogger Filoxera said...

O colo é como o abraçoa, nunca se deixa de sentir a sua falta.
Com um colo intergeracional em soneto é que eu ainda não tinha deparado.
Lindo!

7:03 da tarde  
Blogger Paula Raposo said...

Este colo é grande! O colo do amor, onde tudo cabe...não existe outro igual. Beijos.

7:47 da tarde  

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