domingo, setembro 17, 2006

OUTROS VERÃOS

Andam no ar
sonhos abstractos
dum verão
que finda
de vida
que passa;
Anda no ar
o volteio e a graça
de voo de andorinha
em despedida...
Andam no ar
aromas de oriente
trazidos pelos ventos
outonais
e desejos viajantes
desiguais
de tempos perdidos
na distância;
Vem no ar
ainda
a fragrância
da vida que passou
fruto maduro
e som de passos
num andar seguro
de quem sabe
ao que vem e onde vai;
Andam no ar
o sorriso e o ai
dos prazeres e desgostos
da infância
um tempo de estações
à desfilada.
E há
sorriso de fonte
cristalina
ais de cascata
borbulhante
saudade
que mais adiante
faz recordar simples prazeres
de quem viveu
intensamente
cada entardecer
cada manhã
inaugurada
e alegremente
a vida
como ela é
Tudo e Nada!...

Maria Mamede

12 Comments:

Blogger Velutha said...

Na despedida do Verão anda tanta coisa no ar!A temperatura sobe e, com ela,tudo rodopia. Gostei do teu poema, fluido, rimado, ligado à vida. E afinal o que é a poesia?
Não é vida?
Beijinhos

9:32 da manhã  
Blogger alfazema said...

Gosto particularmente deste tipo de poema. Acho que tem vida. Acho que corre veloz como ela. Sinto o tempo que voa, o grito que se vai num ai,o tempo que passa a correr e numa roda viva a vida vai com ele para um Inverno que desejo calmo e feliz.
Tão feliz quanto foi este momento em que me detive no teu espaço.
Beijinhos

10:31 da manhã  
Blogger mcorreia said...

que me desculpe, a mim
eu que gosto de palavras inventadas,
aquele Verãos é uma dessas,
amiga,
ou erro de palmatoadas?!

um abraço!

11:49 da manhã  
Blogger AS said...

Por vezes é quase imperceptivel a fronteira que separa o Tudo do Nada!...

Belissimo poema!

Um abraço!

12:55 da tarde  
Blogger Poesia Portuguesa said...

Hoje o Poesia faz um ano.
Um ano inteiro dedicado à Poesia de autores de Blogues, em que tu és também participante.

Por isso o meu obrigada e o meu abraço ;)

Poderás ver a publicação nesta página:

http://portuguesapoesia.blogspot.com/2005_12_01_portuguesapoesia_archive.html

3:34 da tarde  
Blogger Poesia Portuguesa said...

Poderás ver a publicação também nesta página:


http://portuguesapoesia.blogspot.com/2006_04_01_portuguesapoesia_archive.html

4:52 da tarde  
Blogger Poesia Portuguesa said...

...e ainda nesta...

http://portuguesapoesia.blogspot.com/2006_09_01_portuguesapoesia_archive.html

Bj ;)

6:37 da tarde  
Blogger De Amor e de Terra said...

Olá Velutha, Alfazema, Menina Marota (Poesia Portuguesa), Frog e MCorreia. Agradeço o vosso passeio por este meu canto e mais ainda os vossos comentários.
Fico feliz por gostarem do que escrevo, claro.
Para MCorreia, no entanto, quero dizer que há muitos anos a minha professora de Português, na velhinha "Filipa de Vilhena" me ensinou que o plural de "Verão" poderia ser indistintamente "Verãos" ou "Verões" e foi uma das regras que nunca mais esqueci, apesar da minha "mais que meia" idade!
Para o confirmar, não fosse ter havido alguma alteração, consultei
o Prontuário Ortográfico de 1965-6ª Edição e ainda, por via das dúvidas, a "Ciberdúvidas" Google
que continuam a dar-me a mesma resposta que há muitos , muitos anos me deu a minha Professora.
Só então me atrevi a dar título aquele poema.
De todo o modo, agradeço a sua preocupação; teve para além do mais
a vantagem de me fazer conhecer o seu Blog, de que francamente gostei e onde hei-de passear mais vezes e com mais tempo.
Um abraço a todos e a si um especial.
Maria Mamede

9:11 da tarde  
Blogger Seila said...

Maria, peço desculpa daquele reparo ao plural de Verão e agradeço que nem de tal fazia ideia e devia ter consultado antes de me atirar a um "erro" feito menina prendada. Perdoe-me, sim?! Obrigada pelas suas plavras no Tristeabsurda e olhe que já passei a meia idade, de menina na tenho já nadinha rsss Um abraço!

11:58 da tarde  
Anonymous Daniela Mann said...

Beijinhos

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8:47 da tarde  
Blogger Unicus said...

Temo que a vida seja mais "nada". Ou talvez seja o meu desncanto com a humanidade, não sei.
Beijo

10:04 da manhã  
Blogger Paula Raposo said...

Adorei. Simplesmente lindo.

3:35 da tarde  

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