sábado, fevereiro 10, 2007

SOLIDÃO

...E invento a rosa
a perfumar o quarto
e a madrugada
com lençóis pelo chão
e a luz coada
a dizer que parto
e tu, em meu ouvido
a dizer que não...

...E invento vida
pra nós dois, tolice
e invento beijos
na palma da mão
e invento palavras
que disseste e eu disse
e que bate em nós
um só coração.

...E invento horas
o calor do abraço
e a nostalgia
no tempo vidraça
e invento falares
risos, alegria
nos tristes olhares
da gente que passa!...


Maria Mamede

10 Comments:

Blogger bom dia isabel said...

E invento
momentos
para ler poesia
beber as palavras
colher alegria

Lindo!
Beijinhos

9:06 da tarde  
Blogger lena said...

doce Maria Mamede, doce Poeta

a beleza que dos teus versos brotam é estonteante

inventa sim...

e deixa que te leiam!


um abraço cheio de ternura

beijinhos muitos


lena

9:16 da tarde  
Blogger bom dia isabel said...

Maria Mamede!

Os teus poemas são de uma grande beleza. Gosto da vida, gosto de ler, gosto muito de poesia.
E na minha cidade do sul, onde o céu é muito azul, onde o mar me está a bradar,invento momentos, nos quais tenho a sorte de poder viajar até ao norte.
Para ti,pela paixão das letras, que tenho a certeza nos irá unir, deixo um beijo enormeeeeeeeeeee.
Bom Domingo!

8:39 da manhã  
Anonymous Bárbara(BB) said...

E invento...
Quantas vezes...
Adorei o poema, a sua verdade!
Beijoca!

3:50 da tarde  
Anonymous blugaridades said...

Invento um momento
Terno e doce
Como se fosse
O meu lamento
gosto de estar
a comentar
Este poema com sentimento

As tuas palavras estão impregnadas de vida...
Obrigada Maria Mamede por mais este belo momento.
Um beijo enormeeeeeeeee

8:25 da tarde  
Blogger bettips said...

Borboleta de flores-palavras. É o que tu és. Imensa como elas, flores e palavras que espalhas com uma ternura tão ENORME. Parabéns por respirares Poesia. Bjinho

9:56 da tarde  
Blogger Alves Bento Belisário said...

Não seremos sempre um invento em evento...

Até breve

1:49 da manhã  
Blogger Cecilia Cunha said...

inventando o sonho para apaziguar a solidão que aperta o peito.
Mas quem sabe se o sonho se torna real...
Adorei conhecer o espaço, adorei conhecer a escrita, suave e forte ao mesmo tempo.

11:03 da tarde  
Blogger ana maria costa said...

Maria eu gostei muito deste seu poema e não estou a inventar.

é o poder do poeta que se despe nos desejos.

10:51 da manhã  
Blogger TINTA PERMANENTE said...

Inventando o Amor ferve no cadinho da Fantasia a timidez e a audácia e faz o sangue apressar os sentidos!...
Costumadamente poesia, aqui!
Abraço.

11:06 da manhã  

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