domingo, maio 22, 2011

PORTO (à vol d'oiseau)

(Às vezes, regresso ao deslumbre da cidade, para a cantar...)

PORTO (à vol d'oiseau)


Vê-se um velho casario
à borda d’água, lá longe
e em cascata a cidade
crescendo, sempre a subir
sem parar, sem desistir…
vê-se torres, chaminés
e lá em baixo, a seus pés
o traçado incongrutente
de ruas e de avenidas
de calçadas e vielas
com gente triste e contente
e a cidade a respirar
pela gente que vive nelas…
e as casas a crescer
e tanta coisa a ruir
há muita vida a nascer
e tanta, tanta a partir!
É velha a minha cidade
mas do velho se faz novo
pois não importa a idade
plo amor que tem seu povo…
é triste a minha cidade
mas tem tamanha alegria
que mesmo de pedra escura
e com sua luz coada
é cidade iluminada
que chora e ri, desbragada
impondo a sua figura.
E sempre que alguém se atreve
a insinuar, mofando
ter de pedra o coração
sua gente, gargalhando
seus escritores vai lembrando
seus poetas vai cantando
sua história desfiando
e cala a provocação!



Maria Mamede

5 Comments:

Blogger Filoxera said...

Sabes que o Porto é a cidade do meu coração...
Linda, esta homenagem! Ou não fossem palavras tuas...
Beijos.

5:18 da tarde  
Blogger elvira carvalho said...

Um belo poema de amor por uma cidade que eu adoro embora não seja a minha.
Um abraço

12:12 da manhã  
Blogger Graça Pires said...

Uma bela e sentida homenagem ao Porto, cidade de que gosto imenso.
Um beijo.

11:37 da manhã  
Blogger © Piedade Araújo Sol said...

uma belissima homenagem à cidade que por vezes faz lembrar Londres.

beijo

9:13 da tarde  
Blogger rouxinol de Bernardim said...

O porto é uma joia imcomparável no diadema litoral...

4:46 da tarde  

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