segunda-feira, fevereiro 27, 2006

FLORES DO CAMPO

(A Rosalia de Castro) - num aniversário de sua morte-24/Fev. -


Ai flores do campo, brincos e aneis
Enfeites meus em tantas idades
Ai flores do campo, Marias, Maneis
No cio da terra, ao som das trindades.

Ai flores do campo, ó quantas saudades
Quantos os desejos de vos ir colher
Ai flores do campo, foi-se a mocidade
E eu nunca mais vos tornei a ver.

Ai trevo bravo, dum roxo escuro
A cor mais triste da Semana Santa
Como é fria a terra, como o chão é duro
Como custa a morte se a saudade é tanta.

Ó flores do campo, minhas flores chorai
Que foi dura a vida, um penar constante
Vosso choro ao meu, minhas flores juntai;
Quem me lembrará pelo futuro adiante?!...

Maria Mamede

8 Comments:

Blogger Micas said...

É mt bom aqui vir. Palavras melodiosas que apaziguam a alma.
A poesia escorre-te pelos dedos que escrevem.
Beijinho e boa semana

4:16 da tarde  
Blogger lique said...

Que belo, Maria! Admiro a forma como consegues transformar a saudade em algo que nos consola a alma. Um bom dia para ti, cheio de sol. Pelo menos por aqui é assim que está... :)
Beijinhos

11:43 da manhã  
Blogger wind said...

Belíssimo e muita gente te lemrará:) beijos

10:39 da tarde  
Blogger AS said...

A poesia está para ti, como a simplicidade e a beleza estão para as flores do campo!...

Um abraço grande

6:34 da tarde  
Blogger Maria Costa said...

Este dezasseis versos do poema formam um campo florido.

Beijinhos.

2:29 da manhã  
Blogger De Amor e de Terra said...

Minhas queridas meninas-visitantes
(E menino, claro está), obrigada
pela vossa visita e por gostarem das minhas flores.
Espero visitar-vos em breve.
Um beijo enoooooooorme da
Maria Mamede

2:59 da tarde  
Blogger AS said...

Querida Amiga, associo-me a esta singela mas significativa homenagem a Rosalia de Castro. Ela continua entre nós, através dos seus poemas...

Um beijinho

3:56 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

Ai flores do Campo, minha flores, abri!
Doce e fulgurante, mostrai vosso viço
E, qual labareda, minhas flores crescei
Porque a flor que fui, é chão de sumiço
E a vida rezou-me, oh flores em botão
Um rosário amargo que trago na mão

Um beijinho, nena, por nos recordares Rosalia

Maria Badalassi

9:56 da tarde  

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