segunda-feira, agosto 08, 2011

SUPLÍCIO


Tanto tempo errante
Deus do céu
sem terra de promessa!
E não há frio
que me enregele
nem sol
que me aqueça
nem luz que alumie
o sonho meu…
palmilho caminhos
passo a passo
olhar fugidio e baço
atravessando abismos
de secura
e se todo o mal
tem cura
porquê o meu
vai, manhãzinha
com a passarada
para regressar
noite calada
ao ninho
que perdeu?!...


Maria Mamede
(In "Canto Suspenso")


4 Comments:

Blogger Filoxera said...

Não há suplício que sempre dure...
Beijinhos, querida amiga.

11:42 da tarde  
Blogger © Piedade Araújo Sol said...

a nostalgia que contagia.

um dia o sol virá!

boa semana1

beij

1:46 da tarde  
Blogger Isamar said...

Nostálgico,dorido mas sempre bonito. É assim a poesia. Lê-se, dá-nos prazer à vida, à alma e ao corpo.
Minha amiga poeta, gosto tanto de te ler!

Beijinhos

Bem-hajas!

10:09 da manhã  
Blogger Graça Pires said...

Uma certa forma de errância faz parte da nossa vida...
Um beijo, amiga.

1:28 da tarde  

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