sábado, novembro 17, 2007

S/Título - (In NO CAIS DO TEMPO)

Metade de mim
é o silêncio
o silêncio que invento
e me aguarda
e a falta de ti...
metade de mim
é silêncio
para além das palavras
para além dos sons das palavras
para além das vozes
que oiço lá fora...
metade de mim
é o silêncio das coisas
e das noites no campo...
mas a outra metade
é dor;
dor e vazio
porque estar sem ti
é verdadeiramente
estar ausente de mim!...


Maria Mamede

39 Comments:

Blogger Maria said...

..."estar sem ti é estar ausente de mim"
Belíssimo este poema...
... e como te compreendo...

Beijinhos, Maria Mamede

4:57 da tarde  
Blogger Meg said...

Metade de mim é o silêncio das coisas, é dor, é vazio, é a falta de ti...é a ausência em mim.
Tanto em tão poucas e sentidas palavras.

Um abraço, Maria Mamede!

5:15 da tarde  
Blogger Sophiamar said...

Metade de ti é silêncio e a outra metade é dor e vazio.No cais do tempo, eis um sujeito poético triste, sem esperança,num estado de desolação e dor que impressiona. É isto a poesia! Pode ser dor, pode ser alegria, pode ser esperança, pode ser saudade mas é sempre sentimento que nos invade e nos faz reler, e reler, e reler...
No cais do tempo, sem dor mas em silêncio, espero mais poemas, mais palavras, mais livros, amiga.
Ler-te é um prazer.
Mil beijinhossss

10:57 da tarde  
Blogger O Profeta said...

Tu és













---------------um pássaro




no azul






perdida







de um deus






perdida de ti







no caminho secreto







do azul



Bom fim de semana


Mágico beijo

12:12 da manhã  
Blogger De Amor e de Terra said...

Olá Maria, bom dia!
A vida proporciona-nos tantas "viagens", que com elas os afastamentos são inevitáveis...e deixam marcas.

Beijo e boa semana.

Maria Mamede

9:03 da manhã  
Blogger De Amor e de Terra said...

Bom dia Meg, que bom que apareces !
São cheias as palavras, por muitos os sentires...na verdade, estando todas "gastas" pela sua velhíssima existência, sempre se renovam a cada sentimento que aparece, como a primavera!

Beijos Amiga e boa semana.

Maria Mamede

9:07 da manhã  
Blogger De Amor e de Terra said...

Minha querida Isabel, bom dia!!!
Cá estou de novo Amiga; os poemas têm chegado mais compassadamente do que era costume, mas vão chegando...e isso faz-me respirar outra vez.

Beijos e boa semana.

Maria Mamede

9:10 da manhã  
Blogger De Amor e de Terra said...

Olá Amigo, bom dia!
Agradecer-te e dizer pouco; será talvez melhor usar outras palavras...


Não sou senhora do tempo
nem da luz que o dia tem
vou voando em pensamento
sempre à procura de alguém...

E voo no azul perdida
de um deus, perdido em mim
minha vida é tanta vida
que é feita de azul sem fim!...


Bj

Maria Mamede

9:22 da manhã  
Blogger Pepe Luigi said...

Maria Mamede,
É sempre encantador ler-te, nomeadamente esta maravilhoso poema que me tocou bastante.
Parabéns.

Beijinhos

12:04 da tarde  
Blogger De Amor e de Terra said...

Olá Luigi, boa tarde!
Agradeço a visita e as palavras que dão alento à alma.

Um beijo da

Maria Mamede

5:03 da tarde  
Blogger Bichodeconta said...

Maravilhoso este poema, é sempre assim quando aqui chego, fico deliciada..um abraço, ell

6:57 da tarde  
Blogger Bichodeconta said...

Fica-se sempre deliciado com os seus poemas Maria.. Parabéns e obrigada pela partilha .. Uma boa semana e um beijinho..Ell

12:00 da tarde  
Blogger Sol da meia noite said...

A metade a que te referes, é bem sofrida...
Há uma outra metade que é boa, que é quando se partilha, quando a dor fica pela metade... e quando do bom nos sentimos bem dando metade...

Gostei do poema.
*

12:17 da tarde  
Blogger De Amor e de Terra said...

Olá Ell, boa tarde Amiga;
Ainda bem que sempre se encontram similitudes; e a sensibilidade é uma delas.

Obrigada e beijo

Maria Mamede

5:32 da tarde  
Blogger De Amor e de Terra said...

Fico feliz sempre que alguém gosta do que escrevo.

Obrigada e beijo


Maria Mamede

5:33 da tarde  
Blogger a.filoxera said...

Pegando no teu último comentário: tens então muitas razões para te sentires feliz. Porque o que escreves embeleza um bocadinho dos nossos dias.
Quanto aos sentimentos que o poema refere, estou sintonizada no mesmo comprimento de onda.
Beijos.

2:34 da tarde  
Blogger De Amor e de Terra said...

Minha querida A.Filoxera, boa noite e obrigada pelas tuas palavras.
É linda, este comprimento de onda é experimentado por muitas de nós.

Beijos

Maria Mamede

7:54 da tarde  
Blogger TINTA PERMANENTE said...

Serão fados por metade, mas é Poesia por inteiro!...

abraço.

5:49 da tarde  
Blogger Maria Faia said...

Querida Maria Mamede,

Hoje, passo de mansinho, para deixar um beijo amigo e dizer que há um mimo para si, no Querubim.

Maria Faia

9:33 da tarde  
Blogger Sophiamar said...

Aportei ao teu cais para te deixar beijinhos e desejar um óptimo sábado já que tenho conhecimennto de que hoje é dia de eventos. Para ti, Zeca, Milú, Zia e todos os outros que estão empenhados neles, desejo felicidades.

Bem Hajam!

3:38 da tarde  
Blogger Meg said...

E aos silêncios me recuso, enquanto a voz me deixar,
a voz da alma e do sentir.

Um abraço para ti, MM!

9:31 da tarde  
Blogger Teresa David said...

Ainda bem que me visitou que assim tive oportunidade recuperar a leitura da sua bela poesia. E olhe que ir a Granada não é tão dificil como isso, é perto, e barato lá estar. Vale mesmo a pena transformar o sonho em realidade.
Bjs amigos e continuação dessa escrita linda
TD

8:16 da tarde  
Blogger De Amor e de Terra said...

Meu querio Amigo T.P., os fados são muita vez feitos de metades...
metades de alma, de estória, de vida...
mas os sentimentos, se intensamente vividos, são inteiros
sempre, mesmo quando a solidão é a companhia mais frequente!

Bj

Maria Mamede

5:55 da tarde  
Blogger De Amor e de Terra said...

Minha Menina Maria Faia, obrigada pelo mimo; e muito obrigada pelos teus passinhos suaves neste meu chão!


Bj

Maria Mamede

5:57 da tarde  
Blogger De Amor e de Terra said...

Boa noite Isabelinha!
Correu tudo bem, felizmente;não teve muita afluência, mas foi calorosa e participativa, o que nos dá motivos para festejar;

Obrigada também por te lembrares de nós e pelos teus votos.

Muitos beijos

Maria Mamede

6:00 da tarde  
Blogger De Amor e de Terra said...

Minha querida Meg, depende do silêncio de que falamos...
há silêncios e silêncios; e às vezes, apesar de doerem, são tão necessários!...


Beijos

Maria Mamede

6:02 da tarde  
Blogger De Amor e de Terra said...

Olá Teresa D., boa noite!
Obrigada!!!
Sei bem que não é difícil ir até lá, somente às vezes as circunstâncias são adversas; mas esperemos por melhores dias!

Beijos

Maria Mamede

6:04 da tarde  
Blogger bettips said...

Maria M. que eu gosto e gosto: nem tempo tenho para tudo...
Podíamos fazer uma maluqueira "assim"! Vou de volta, ver o teu mail. Bj

6:58 da tarde  
Blogger Belisa said...

Olá

Gosto de passar por esta casa e de ler os seus lindos poemas!
Quero deixar-lhe muitos beijos estrelados

12:21 da manhã  
Blogger Belisa said...

Este comentário foi removido pelo autor.

12:21 da manhã  
Blogger Belisa said...

Olá

Gosto de passar por esta casa e de ler os seus lindos poemas!
Quero deixar-lhe muitos beijos estrelados

12:23 da manhã  
Blogger O Profeta said...

Passei para te deixar um feitiço...


Boa semana


Doce beijo

3:01 da tarde  
Blogger Bichodeconta said...

ANCORAR NESTE CAIS É SEMPRE SEGURO DECIDIDAMENTE.. PARABÉNS PELA SENSIBILIDADE COM QUE ESCREVE E NOS OFERECE ESTAS MARAVILHAS..UM BEIJINHO, ELL

3:28 da tarde  
Blogger Brancamar said...

Que lindo!
Li e reli. Tudo que me fala de silêncios me atrai.É a mais bela das linguagens!E este poema traduz tão bem essa profundidade e esse sentir único que existe em tantos silêncios...!
Está genial!
Tenho ouvido falar muito da Maria Mamede e cá estou para voltar.
E quem sabe para um dia destes a conhecer, não estamos muito longe.
Talvez um dia apareça nas Noites de poesia em Vermoim.Ou talvez nos encontremos nos corredores do teatro.Tenho a impressão que isso já aconteceu, mas na altura não a conhecia, não tinha entrado no mundo da blogosfera.
Até breve.
Beijinhos

10:01 da tarde  
Blogger PoesiaMGD said...

Estar sem os que amamos é, de facto, estar longe de nós mesmos!
Um beijo


http://www.escritartes.com/forum/index.php?referredby=3

6:01 da tarde  
Blogger Maria Faia said...

Voltei ao "Cais do Tempo"...
Deixo um beijo muito amigo,

Maria Faia

6:19 da tarde  
Blogger Bruxinhachellot said...

Esta metade de ti me encanta.

Beijos brancos.

6:43 da tarde  
Blogger De Amor e de Terra said...

Obrigada pela visita e pelas palavras à Belisa, Ell, Bettips, Profeta, Sol da Meia Noite, Maria Faia, Bruxinhachellot e Poesiamgd.

Perdoem agradecer-vos conjuntamente, mas às vezes o tempo é pouco.

Beijos muitos a todas /os.

Maria Mamede

12:06 da tarde  
Blogger De Amor e de Terra said...

Obrigada Brancamar; pela visita e pela hipótese de nos encontrarmos, um dia destes, já que, ao que parece, estamos perto!

Um beijo


Maria Mamede

10:49 da manhã  

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