segunda-feira, janeiro 17, 2011

DESTINO

(s/poema de Orlando Figueiredo)

minha mão no teu peito
sente o bater do teu coração
e o veludo da tua pele
onde se escrevem cartas
com luas e nuvens;
tão triste o inverno…
entanto, é destino
a berma da estrada
à chuva
à neve
e a espera
essa eterna espera
solidão
na dor de te não ter!...


Maria Mamede

8 Comments:

Blogger Maria said...

A eterna espera do que sabemos não voltará mais.
Isto é amor...

Um beijo, Maria M.

4:02 da tarde  
Blogger Graça Pires said...

A ausência do amor torna tudo mais frio e mais triste... Até os poemas...
Um beijo.

11:24 da manhã  
Blogger © Piedade Araújo Sol said...

a dor da saudade...

um beij

2:19 da tarde  
Blogger tecas said...

Espera inutil, quando se sabe que nada voltará a ser como era. Lindo o poema de Orlando Figueiredo. Não conhecia. Obrigada M.M. por o divulgares.
Bjito amigo

5:54 da tarde  
Blogger Aquarela said...

Muito bonito!
beijinhos Maria

7:17 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

DESTINO,

na dor de te não ter

É um lindo poema.

Tentei declamá-lo e a musicalidade está perfeita,

Tentei compreendê-lo e é autêntico.

Pode não se compreender nada e haver poesia, porque poesia é encantamento.

Neste poema, sente-se a frescura das palavras e vamos atrás delas com ou sem destino.

O que interessa é ir.

Pelo prazer de ler Maria Mamede.

Cump.
João Brito Sousa

7:34 da tarde  
Blogger Filoxera said...

Saibamos fazer da dor um momento de inspiração e de valorização da vida.
Um beijo abraçado, Maria.

2:15 da tarde  
Blogger De Amor e de Terra said...

Caríssimo Confrade, o meu abraço.
É tão bom ler algo assim, que afaga o nosso ego!
Obrigada.
Maria Mamede

4:06 da tarde  

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